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Julho Verde: HAJ alerta sobre câncer de cabeça e pescoço

Destaque

Até o final de 2020 um total de 690 goianos (510 homens e 180 mulheres) devem ser diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço – incidência que deve se repetir até 2022. O número é um recorte da projeção feita pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e que aponta como neoplasias mais comuns neste cenário os cânceres de boca e laringe. Nacionalmente a estimativa é de 22.840 mil pessoas precisem enfrentar as doenças nos próximos seis meses. O número reforça a importância de iniciativas que conscientizem a população acerca da prevenção e da identificação precoce dos sintomas, o que pode aumentar consideravelmente as chances de cura.

É o caso da campanha Julho Verde, criada para ampliar a comemoração do Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, celebrado no dia 27 de julho. Em vários cantos do Brasil, a ideia é que durante todo o mês instituições parceiras pensem atividades de conscientização e informação no combate a este tipo de neoplasias. Em apoio à campanha, o Hospital de Câncer Araújo Jorge (HAJ) vai intensificar o diálogo com paciente e acompanhantes, na intenção de destacar os fatores que contribuem para o aparecimento da doença como o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a falta de cuidado com a saúde da boca de forma geral. A pauta principal, porém, será o diagnóstico precoce.

Sinal amarelo
Foi o diagnóstico precoce que salvou o aposentado Carlos Alves do Carmo, 69 anos, diagnosticado com câncer de laringe no final de 2001. “A sensação é de que havia alguma coisa presa na minha garganta. Arranhava, coçava, incomodava”, recorda. Na época o então contador era voluntário na Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG) e, por lidar quase diariamente com pacientes oncológicos, viu no desconforto um sinal de alerta. Com a confirmação em mãos ele passou por várias sessões de radioterapia e por uma laringectomia, cirurgia que removeu parte da laringe e acabou afetando o padrão de deglutição do aposentado.

Quase 20 anos depois Carlos voltou para a posição de paciente no HAJ. Desta vez a neoplasia atingiu a boca e ele acabou perdendo a língua e parte da mandíbula. Hoje, já curado, está em fase de reabilitação e, aos poucos, vai experimentando novamente o prazer de beber água pela boca, e de ser compreendido, emitindo os sons de uma nova maneira, usando ferramentas corporais que antes sequer conhecia. As frases são ditas com certa dificuldade, mas nada que o impeça de levar aos companheiros de luta palavras de apoio.  “É preciso ser forte, encarar o desafio e não se deixar levar pelo medo”, ensina.

Correndo contra o tempo
Referência do Centro-Oeste no tratamento de câncer, o HAJ já realizou, até final de maio, cerca de 3.200 consultas e 750 cirurgias em pacientes diagnosticados com neoplasias que atingem principalmente laringe, orofaringe, tireoide, língua e diferentes regiões da boca. Este último tipo representa cerca de 40% dos atendimentos realizados no Setor de Cabeça e Pescoço (SCP) da instituição. “Se diagnosticado precocemente o paciente que luta contra o câncer de boca tem 90% de chances de ser curado – percentual que caí para 40 quando a doença é descoberta tardiamente”, alerta o oncologista e chefe do SCP, José Carlos de Oliveira.

Em 2019 passaram pelo departamento 10.149 pessoas. Destas, cerca de 2.300 precisaram se submeter a cirurgias. Neste cenário José Carlos, que também é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), chama atenção para outros três importantes fatores de risco: o sedentarismo, o consumo alternativo do tabaco, como cigarro de palha, narguilé e a exposição à fumaça (fumo passivo) e a relação entre o câncer de orofaringe e o aumento de casos do vírus HPV – comum em pacientes que lutam contra cânceres na amígdala e língua.  

Na lista de partes do corpo atingidas destacam-se também as neoplasias que afetam lábios, assoalho da boca e palato, maxilares, nasofaringe, orofaringe e hipofaringe (localizada junto ao início do esôfago), além de glândulas salivares, tireoide, supraglote, glote e subglote.

O cirurgião explica que nos cânceres de cabeça e pescoço o maior agravante é o fato de uma parcela significativa dos pacientes já chegarem ao hospital com lesões avançadas, o que diminui consideravelmente as chances de sucesso no tratamento. “Muito disso ocorre por falta de informação, de campanhas de conscientização e, é claro, pela demora no encaminhamento desse paciente para o serviço especializado, o que é feito pelas Secretaria Municipais de Saúde.”

Todos juntos contra o câncer
Durante todo o mês de julho José Carlos lidera a equipe que vai realizar uma verdadeira força-tarefa ao lado da Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG) - responsável pela campanha nacional "O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê". O objetivo, além de alertar a população sobre o valor da prevenção e o risco do diagnóstico tardio, é falar sobre os sinais de alerta emitidos pelo corpo. "Feridas e dores persistentes na boca, aparecimento de nódulo ou espessamento na bochecha, irritação na garganta e dificuldade para mastigar, engolir e mover a mandíbula ou a língua precisam acender uma sirene na cabeça da pessoa", alerta.

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